Vergonhoso:Pelo 4º ano seguido, cresce o número de jovens no Maranhão que não estudam nem trabalham

17/07/2020

Dados mais recentes do IBGE apontam que cerca de 1/3 dos jovens maranhenses entre 15 e 29 anos faziam parte dos 'nem-nem' em 2019.

Pelo 4º ano seguido, o Maranhão apresentou crescimento no número de jovens que não estudam e também não frequentam escola (ensino fundamental, médio e superior), nem cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou qualificação profissional. São os chamados 'nem-nem'.

Os dados mais recentes sobre o tema foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apontam até 2019.

Segundo o IBGE, o Maranhão tinha 1.781.000 pessoas com idade entre 15 e 29 anos em 2019. Desse contingente, 591 mil (33,2%) estavam no grupo 'nem-nem'. Ou seja, cerca de 1/3 dos jovens maranhenses nessa faixa de idade.

De acordo com os números, entre 2016 e 2019, o crescimento foi de 5,1 % nos jovens maranhenses dentro do grupo 'nem-nem' de 15 a 29 anos. Veja abaixo.

Ainda segundo o IBGE, esse número alto não aponta necessariamente os jovens que desistiram de se qualificar ou trabalhar. Normalmente representa um reflexo da falta de emprego.

"Geralmente, esse grupo é identificado com aquele comportamento de pessoas que não estudam e nem querem trabalhar, mora com pais e tal. Porém, dizer que a pessoa não estuda e não trabalha, não quer dizer que ela não quer trabalhar. Ela está desempregada momentaneamente, mas quer trabalhar", explica o supervisor de disseminação de informações do IBGE no Maranhão, José Reinaldo.

O G1 pediu explicações, mas o governo do Maranhão não comentou e nem explicou o aumento dos jovens sem estudo e trabalho. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirmou que realiza 'o maior investimento já visto na história da educação maranhense' através da oferta de educação em tempo integral.

A Seduc diz ainda que estão sendo oferecidos cursos de formação para jovens e cita o 'Iema Idiomas', com promessa de abertura para agosto. A secretaria completa afirmando que foram qualificados aproximadamente 35 mil alunos entre os anos de 2016 a 2019, por meio de unidades vocacionais.

Fonte: G 1