Pastor é preso após estuprar uma garota lésbica,ele disse que estava usando a "cura gay"

08/08/2017

Um líder religioso da 1° Igreja Batista de Rio Doce foi preso no dia 17 de julho, acusado de estuprar uma jovem em Pernambuco, por desconfiar que ela fosse lésbica, com o argumento de que estaria "curando" sua homossexualidade. No entanto, ele foi solto no último dia 2 agosto, devido uma liminar concedida por um desembargador do Tribunal de Justiça.

De acordo com relatos da vítima, o suspeito teria ouvido boatos de que ela estava vivendo uma relação homoafetiva e, por isso, foi até a sua casa em um dia em que estava sozinha, com o argumento de que fora pedir que voltasse novamente aos cultos. Em um determinado momento pediu para ir ao banheiro e quando saiu já estava nu com o pênis ereto, inclusive, já com preservativo. Foi quando tentou o ataque. Após muita luta, ela teria conseguido evitar ao menos que fosse penetrada.

Ainda segundo a vítima, durante o crime, o líder dizia que estava fazendo aquilo para saber se ela "gostava de meninos ou meninas", em busca de "curar sua homossexualidade".

No processo consta que o estupro teria ocorrido no dia 28 de dezembro de 2015, em Olinda, mas somente em maço de 2016 que a vítima teria tomado coragem e contado sobre o ocorrido aos seus pais, que recorreram ao DPCA (Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente).

Em visita ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na última sexta-feira (4), a vítima relatou que tem recebido ameaças de fies da Igreja que defendem o religioso.