Mãe precisa de R$ 300 mil e cria vaquinha para salvar a visão do filho

25/06/2017

"O maior inimigo do Lucca é o tempo". A frase sai da boca de uma mãe cheia de angústia, mas, acima de tudo, esperançosa. A bancária Liege Dias Dourado, 40 anos, teve uma gestação gemelar. Os meninos Lucca e Caio nasceram prematuros, aos sete meses. Tudo parecia bem, as crianças eram perfeitas, porém, como nasceram antes da hora, precisaram ficar na UTI Neonatal.

No 12º dia, Lucca pegou uma infecção hospitalar por uma bactéria multirresistente no pulmão - Caio também foi contaminado, mas sua recuperação foi bem-sucedida. A infecção se manifestou através de uma conjuntivite e, como consequência, abscessos cerebrais apareceram. Foram quatro meses de UTI. Os médicos conversaram com a mãe e disseram que as chances de sucesso eram mínimas, já que o bebê não respondia aos antibióticos.

Superando os diagnósticos, Lucca sobreviveu e saiu do hospital. "Foi uma vitória. Falaram que ele poderia ficar com sequelas, mas não sabiam quais. Visão, fala e mobilidade foram muito afetadas. Ele tem um atraso neuropsicomotor, então não tem sustentação do tronco para sentar, engatinhar", conta Liege.

Uma das coisas que mais atrapalham o desenvolvimento de Lucca é ter baixíssima visão. Ele não nasceu cego e tem os olhos perfeitos, mas a lesão afetou o nervo óptico. Enxergar estimularia o menino a se movimentar e o ajudaria a desenvolver toda a parte motora e cognitiva. Atualmente, ele é atendido por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, faz educação precoce, tem psicóloga de desenvolvimento e fonoaudióloga.

"No começo do ano, ele não conseguia levantar o pescoço e agora já o faz. Ele me reconhece pelo cheiro, pela voz, ele sorri. Antes achávamos que ele não tinha estimulação cognitiva, mas se pedirmos para colocar a mão na barriga, ele coloca. Sem a visão tudo é mais difícil, porque ele não sabe onde está, não reconhece objetos", explica Bárbara Dourado, professora de educação precoce que acompanha Lucca.

Existem tratamentos com tecnologia de ponta na Alemanha e nos Estados Unidos, que podem ajudar o bebê a enxergar e, dessa forma, melhorar sua qualidade de vida. As chances de recuperação no exterior são boas, mas diminuem a cada dia, pois o tratamento só pode ser feito até os dois anos de idade - que ele completará em dezembro deste ano. Depois os danos tornam-se irreversíveis.

A corrida contra o tempo soma-se ao custo de R$ 300 mil, quantia necessária para bancar o tratamento. O valor é alto para Liege, que cria os meninos sozinha. "O dinheiro é para passagens e hospedagem para mim e para os meninos. Eles pedem no mínimo 12 dias de tratamento, dependendo de cada caso", explica a mãe.

Para ver o filho sair dessa, a bancária criou uma Vakinha On-line onde conta com a colaboração de amigos e, principalmente, desconhecidos. Ela ressalta que qualquer quantia é bem-vinda e pode salvar a criança.

Dos R$ 300 mil, a família conseguiu pouco mais de R$ 75 mil. As arrecadações do site vão até o dia 25 de agosto. Alguns artistas da cidade também vão fazer shows e doar o couvert artístico para a campanha "Recupera Lucca".

"Essa família merece muito. A Liege corre atrás, faz tudo que está ao alcance dela pelos filhos. E os meninos são crianças felizes, estão sempre sorrindo. O Lucca merece essa chance", diz Bárbara.

Hoje com a tia Tamara a gente tentou sentar e ficar em pé. E olha só a felicidade da minha tia. É muito bom saber que tenho pessoas bondosas e queridas me ajudando na minha recuperação, mesmo que seja difícil cada passinho que eu tento dar, ela tá ali pra me dar todo apoio que preciso. Uma terça linda gente pra vocês. E hoje? Já fizeram aquela ajudinha? 1,2,3 reais que seja é de muita importância para que eu e mamãe consigamos atingir nosso objetivo. https://www.vakinha.com.br/vaquinha/recupera-lucca?utm_campaign=facebook Ou Banco do Brasil Agência 3596-3 C/Poup: 2112151-6 CPF: 075.564.231-74 Operação:51